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Escritura Sagrada e Palavra de DEUS

on quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Ao ler vários trechos de algumas obras do teólogo e pastor reformado Karl Barth (1886 – 1968), natural da Basiléia, Suíça, em especial “Carta aos Romanos” - um comentário sobre a epístola do apóstolo Paulo a comunidade cristã de Roma - e algumas apreciações de sua teologia como um todo, fui atraído pela concretude de sua cristologia.

É oportuno lembrar preliminarmente que Barth viveu numa época em que a secularização já estava num estágio avançado na Europa Ocidental, em especial nos países de predominância da vertente protestante do Cristianismo, como a Suíça, a Holanda e a Inglaterra, além da Alemanha, onde os índices do protestantismo e o catolicismo são bem equilibrados. O liberalismo teológico já estava impregnado nas faculdades, nos seminários e nas igrejas cristãs, hegemonicamente nas protestantes. A Bíblia já havia sido dessacralizada, submetida à crítica literária, os fenômenos miraculosos relatados por ela foram desmistificados, atribuídos à mente primitiva, pré-científica; a razão foi erguida e a fé subordinada a ela no conhecimento bíblico.

Graduado na tradição liberal Barth começou a desacredita-la durante o seu ministério pastoral, quando começou a perceber que a erudição teológica liberal, com suas dissertações críticas sobre o relato bíblico, seu humanismo demasiado e seu otimismo no progresso da humanidade por suas próprias virtudes, era ineficaz para saciar a fome espiritual dos fiéis. Eles requeriam uma palavra que atendesse suas demandas existenciais, que os confortasse e desse alento em seus problemas psíquicos e sociais. O descrédito no liberalismo teológico foi consumado durante a Primeira Guerra Mundial (1914 - 1918). Barth se decepcionou profundamente com o apoio declarado de professores seus, à política de guerra do Kaiser, em 1914, o imperador alemão Guilherme II. A carnificina da guerra pulverizou em Barth a crença que restava no progresso da humanidade.

Felizmente o fruto do desapontamento foi o (re) enlace de Barth com a Bíblia, como Escritura Sagrada, que gerou sua teologia da Palavra de Deus, a saber, de Jesus Cristo. Barth diferencia Escritura Sagrada – Bíblia - de Palavra Deus. A primeira contém, mas não esgota a segunda, que aextrapola. A Palavra de Deus é sujeito – Jesus Cristo -, que se revela, fala e confronta; não é um objeto – Escritura Sagrada - que pode sercontrolado e ser dissecado. Pelo contrário, é ele que controla e disseca: “Porque a Palavra de Deus é viva e eficaz e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até o ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração”. (Hebreus 4.12)

A Palavra de Deus, segundo Barth, assume três formas indissociáveis:

1. Revelação: compreende toda a história da humanidade, que é a história da salvação, cujo ápice é a encarnação de Deus, a manifestação visível de sua Palavra - Jesus Cristo. O Antigo Testamento aponta para sua vinda e o Novo Testamento a recorda e sinaliza sua volta. Em Jesus Cristo Deus concede a humanidade, a chave que abre as portas para a compreensão do passado e do futuro.

2. Bíblia: é o testemunho humano sobre a Revelação. Por ser humano é sujeito a condicionamentos sócio-históricos, na apreensão e na descrição dela. É Palavra de Deus na medida que Deus fala por seu intermédio.

3. Pregação: é o testemunho da Igreja acerca da Revelação, abrange a teologia e os sacramentos (batismo e eucaristia). Seu padrão de referência é o testemunho escrito da Revelação – a Bíblia – compreendida a luz de Jesus Cristo. Toda filosofia empregada na sua estruturação e transmissão tem como condição sine qua nom a subordinação à Escritura Sagrada e esta a Jesus Cristo.

Com Barth aprendemos de forma nítida que toda teologia por melhor sistematizada e mais sofisticada que seja, que não tenha Jesus Cristo como ponto de partida e ponto de chegada, não passará de uma abstração estéril no conhecimento da Revelação. Pode até incitar “masturbação mental” nos “intelectuais da fé” e arroubo na massa religiosa, todavia pouco nos aproximará da Palavra de Deus. A doutrina da Trindade não passará de fórmula metafísica se não compreendemos o Deus acima de nós – Pai – e o Deus com nós – o Espírito Santo – tendo como paradigma Jesus Cristo. “Ele [Deus Filho], que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser [Deus Pai” (Hebreus 1.3)...

Júlio Cesar
http://www.bibliaworldnet.com.br/


A oposição de Janes e Jambres

on terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Nunca teríamos conhecido os nomes desses dois inimigos da verdade se o Espírito Santo os não houvesse mencionado em ligação com os "tempos perigosos" dos quais o apóstolo Paulo avisa seu filho Timóteo. É da máxima importância que compreendamos claramente o verdadeiro caráter da resistência que esses dois encantadores opuseram a Moisés, e para que façamos uma completa idéia do assunto, citaremos toda a passagem da epístola a Timóteo.

"Sabe porém isto; que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos; porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor próprio para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te. Porque deste número são os que se introduzem pelas casas e levam cativas mulheres nécias, carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências; que aprendem sempre, e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade. E como Janes e Jambres resistiram a Moisés, assim também estes resistem à verdade, sendo homens corruptos de entendimento e réprobos quanto à fé. Não irão, porém, avante; porque a todos será manifesto o seu desvario, como o foi o daqueles".

(II Timóteo 3:1-9)  

A oposição de Janes e Jambres fizeram a Moisés consistiu simplesmente em imitar, até onde lhes foi possível, tudo aquilo que ele fazia. Não vemos que eles atribuíssem a um poder enganador ou mau os sinais que Moisés fazia, mas antes que procuravam neutralizar os seus efeitos sobre a consciência fazendo eles as mesmas coisas. O que Moisés fazia, também eles o podiam fazer, de modo que, afinal não havia grande diferença. Um era tão bom quanto os outros. Um milagre é um milagre. Se Moisés fazia milagres para tirar o povo do Egito, eles podiam fazer milagres para os obrigarem a ficar no país. Onde estava a diferença?

A resistência mais diabólica ao testemunho de Deus, no mundo, vem daqueles que, embora imitem os efeitos da verdade, tem apenas a "aparência de piedade" e "negam a eficácia dela" (II Timóteo 3:5). As pessoas desta condição podem fazer as mesmas coisas, adotar os mesmos costumes e o mesmo ritual, empregar a mesma linguagem e professar as mesmas opiniões dos outros. Se o cristão verdadeiro, constrangido pelo amor de Cristo, dá de comer aos que têm fome, dá roupas aos nus, visita os enfermos, espalham as escrituras, contribui para a divulgação do evangelho, faz orações, canta hinos, prega o evangelho, o formalista pode fazer todas essas coisas; e isto, note-se é o caráter especial da resistência oposta à verdade "nos últimos tempos" - é o espírito de Janes e Jambres.

É necessário compreendermos essa verdade! É importante recordar que, assim também esses "amantes de si mesmos", do mundo e dos prazeres "resistam à verdade"! Não querem viver sem a "aparência de piedade", mas, enquanto adotam a "forma", porque é hábito, detestam "a eficácia" dela, porque isso significa a renuncia própria. "A eficácia da piedade" implica o reconhecimento dos direitos de Deus, o estabelecimento do Seu reino no coração, e, por conseqüência a Sua manifestação na vida e no caráter; porém o formalista nada sabe disto. "A eficácia" da piedade nunca poderá estar de acordo com nenhum destes caracteres horrendos descritos na passagem reproduzida acima; porém, "a aparência", encobrindo-os, permite-lhes viverem sem terem de se submeter, e isto agrada ao formalista. Ele não gosta de dominar as suas tentações, de interromper os seus prazeres, de refrear as suas paixões, de pôr em regra os seus afetos, de que o seu coração seja purificado. Somente precisa de bastante religião para poder tirar o melhor partido da vida presente e do mundo futuro. Desconhece o que significa abandonar o mundo que passa, por ter achado "o mundo vindouro".

Considerando as diversas formas de oposição de Satanás à verdade de Deus, vemos que o seu método tem sido sempre, em primeiro lugar, opor a violência; e, depois, se este método falha, corrompê-la por meio de imitação. Por isso, procurou em primeiro lugar matar Moisés (Êxodo 2:15), e tendo falhado em realizar o seu propósito, procurou imitar as suas obras.

O mesmo aconteceu com a verdade confiada à Igreja de Deus. Os primeiros esforços de Satanás manifestaram-se em ligação com a ira dos principais sacerdotes e anciãos do povo por meio do tribunal, o cárcere e a espada. Porém, na passagem reproduzida inicialmente de II Timóteo não se faz menção de tais processos. A violência aberta foi substituída por um meio muito astuto e perigoso de uma profissão vazia, ineficaz e a imitação. O inimigo, em vez de se apresentar com a espada da perseguição na mão, passeia com o manto da profissão sobre os ombros, professando e imitando aquilo que em outros tempos combateu e perseguiu; e, por este meio consegue vantagens assombrosas no tempo presente. As formas horríveis que o pecado moral tem revestido, e que de século para século têm manchado as páginas da história da humanidade, longe de se encontrarem apenas naqueles lugares onde naturalmente poderiam buscar-se, nos antros e cavernas das trevas humanas, acham-se cuidadosamente ocultas debaixo das pregas do manto de uma profissão fria, impotente e sem influência, e esta é uma das obras primas de Satanás.

É natural que o homem, como ser caído e corrompido, seja egoísta, cobiçoso, vaidoso, altivo; mas que seja tudo isto sob a capa formosa da "aparência de piedade" denota a energia especial de Satanás na sua resistência à verdade "nos últimos dias".

É natural que o homem manifeste abertamente esses vícios - a concupiscências e paixões - que são o resultado forçoso do seu afastamento da origem de santidade infinita e pureza, porque o homem será sempre o que ele é até o fim da sua história. Por outra parte, quando se vê o nome de Jesus Cristo associado com a perversidade e a maldade implacável do homem; quando se vêem os princípios santos ligados com práticas ímpias; quando se vêem todas as características da corrupção dos gentios, mencionados no primeiro capítulo de Romanos, ligados com a "aparência de piedade", então, de verdade, pode-se dizer-se, eis aqui o caráter horrível dos "últimos dias", a resistência de "Janes e Jambres".

Os magos do Egito só puderam imitar os servos do Deus vivo em três coisas: Transformaram suas varas em serpentes (Êxodo 7:12); transformaram a água em sangue (Êxodo 7:22); e fizeram subir as rãs sobre a terra (Êxodo 8:7); porém, quanto ao quarto sinal, que implicava a exibição da vida, em ligação com a manifestação da humilhação da natureza, viram-se inteiramente confundidos e tiveram de reconhecer "isto é o dedo de Deus" (Êxodo 8:16-19). Assim também sucede com que resiste a verdade nos últimos dias. Tudo quanto fazem é segundo o poder direto de Satanás e dentro dos limites do seu poder. Além disso, o seu fim específico é resistirem à verdade.

As três coisas que Janes e Jambres puderam executar foram caracterizadas por poder satânico, morte e impureza; quer dizer, as serpentes, o sangue e as rãs. Alguém dirá que tudo isso não encerra instrução para uma época como a nossa, de aparência sem eficácia?

Os efeitos da eficácia da piedade serão manifestados se nós permanecermos nas coisas que temos aprendido (II Timóteo 3:14). Só aqueles que são ensinados por Deus poderão permanecer nessas coisas - aqueles que, pelo poder do Espírito de Deus, têm bebido da água da vida na fonte pura da inspiração divina. Em todas as facções da Igreja professa há muitas destas pessoas. Aqui e ali, há muitas cujas consciências foram lavadas no sangue expia dor do "Cordeiro de Deus", e cujos corações batem com verdadeiro afeto pela Pessoa do Senhor Jesus Cristo, e cujos espíritos são animados com "a bendita esperança" de O verem assim como Ele é e de serem feitos eternamente semelhantes à Sua imagem.

Jesus era... peripatético!

on segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Como sempre acontece nessas reuniões, a imaginação voou longe do objetivo, até que, lá pelas tantas, uma colega propôs usarmos um trecho do Sermão da Montanha como tema do evento. E o professor, que até ali estava meio quieto, respondeu de primeira. Aliás, pensou alto:

- Jesus era peripatético...

Seguiu-se uma constrangida troca de olhares, mas, antes que o hiato pudesse ser quebrado por alguém com coragem para retrucar a afronta, dona Dirce, a secretária, interrompeu a reunião para dizer que o gerente de RH precisava falar urgentemente com o professor. E lá se foi ele, deixando a sala à vontade para conspirar.

- Não sei vocês, mas eu achei esse comentário de extremo mau gosto - disse a Laura.

- Eu nem diria de mau gosto, Laura. Eu diria ofensivo mesmo - emendou o Jorge, para acrescentar que estava chocado, no que foi amparado por um silêncio geral.

- Talvez o professor não queira misturar religião com treinamento - ponderou o Sales, que era o mais ponderado de todos. - Mas eu até vejo uma razão para isso...

- Que é isso, Sales? Que razão?

- Bom, para mim, é óbvio que ele é ateu.

- Não diga!

- Digo. Quer dizer, é um direito dele. Mas daí a desrespeitar a religiosidade alheia...

Cheios de fúria, malhamos o professor durante uns dez minutos e, quando já o estávamos sentenciando à fogueira eterna, ele retornou. Mas nem percebeu a hostilidade. Já entrou falando:

- Então, como ia dizendo, podíamos montar várias salas separadas e colocar umas 20 pessoas em cada uma. É verdade que cada treinador teria de repetir a mesma apresentação várias vezes, mas... Por que vocês estão me olhando desse jeito?

- Bom, falando em nome do grupo, professor, essa coisa aí de peripatético, veja bem...

- Certo! Foi daí que me veio a idéia. Jesus se locomovia para fazer pregações, como os filósofos também faziam, ao orientar seus discípulos. Mas Jesus foi o Mestre dos Mestres, portanto a sugestão de usar o Sermão da Montanha foi muito feliz. Teríamos uma bela mensagem moral e o deslocamento físico... Mas que cara é essa?... Peripatético quer dizer "o que ensina caminhando".

E nós ali, encolhidos de vergonha.
Bastaria um de nós ter tido a humildade de confessar que desconhecia a palavra que o resto concordaria e tudo se resolveria com uma simples ida ao dicionário. Isto é, para poder ensinar, antes era preciso aprender. Finalmente, aprendemos. Duas coisas:

- A primeira é: o fato de todos estarem de acordo não transforma o falso em verdadeiro.

- E a segunda é que a sabedoria tende a provocar discórdia, mas a ignorância é quase sempre unânime.


(Artigo escrito por Max Gehringer publicados na Revista VOCÊ SA.)


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A revolução do Evangelho

on sábado, 24 de janeiro de 2009

Diferente de uma reforma, nós cremos numa Revolução do Evangelho. A Revolução só incluirá os cristãos se eles tiverem a coragem de desistir do cristianismo e abraçar o supremo e seguro risco de apenas andar conforme a revelação da Graça de Deus em Cristo, pela Fé, visto que a promessa é que o próprio Espírito sempre haverá de nos conduzir a toda Verdade.

A Revolução do Evangelho não se atém a nenhuma preocupação com construção de coisa alguma. De fato, o grande problema sempre teve a ver com a necessidade de segurança que as pessoas dizem precisar — o que a religião ficticiamente oferece —; e que as impede de apenas andarem pela fé no que Jesus já fez e consumou por todos os homens, daí a perplexidade e a insegurança de ser "dos do Caminho".

Se quisermos algo sério de verdade, temos que saber que isso demandará de nós uma volta humilde e sem tradições para a Palavra, isso a fim de sermos completamente lavados das tinturas com as quais o cristianismo pintou a fé para nós.

Sei que o que digo é verdade segundo o Evangelho, mas também sei que tal fé é incompreensível para as mentes viciadas no Cristianismo como Religião; e sei que é desinstaladora demais para aqueles que vivem do negócio clerical cristão.

O que creio, portanto, é que há um Basta de Deus em processo de eco no ar... O Reino é Dele. A Igreja é Dele. O Povo é Dele. E Ele mesmo haverá de nos surpreender!

Quem, todavia, deseja "Reformar o Sinédrio", e pensa que esta é nossa intenção, não nos procure; pois, "reformar o Sinédrio" é sonho de fariseu; sonho esse que Jesus nunca sonhou; por isto mesmo nunca fez nada a respeito! Não adianta brigar contra a Potestade da Religião. Ela se alimenta da briga contra ela. Sim! O ódio a alimenta e a rejeição a fortalece em seus ódios.

Quem, porém, desejar o Novo, então, se quiser ajudar, que não faça mais nenhuma barganha com a religião cristã, e em contrapartida, que se entregue de coração ao Evangelho de Jesus. Que viva conforme a simplicidade da fé que confia que Tudo está Feito, e que não sobrou tarefa complementar e vicária a ser realizada por mais ninguém, nem pela igreja.

O preço que as pessoas pagam pela submissão aos mandamentos de homens é absolutamente inconcebível. Esta é a razão porque a maioria dos cristãos tem apenas "apologia" doutrinária para fazer em defesa da Fé; mas não é ela mesma a grande apologia do Evangelho pela demonstração natural de uma existência livre e pacificada no amor de Deus.

Agora, posto o machado na raiz de toda árvore, chegou o tempo de ser ou não ser; de abraçar o Evangelho, ou, de uma vez, assumir que somos apenas filhos de um híbrido, de uma "frankensteinização" que monta pedaços da revelação conforme a necessidade moral, social, política, econômica; e conforme o curso deste mundo.

Desse modo, sei que sou uma voz quase solitária no deserto.

Mas, na hora em que milhares e milhões, que assim crerem, passarem a viver livres conforme o Evangelho, então, sem pai, sem mãe e sem fundador, a revolução se estabelecerá: sem sede, sem geografia, sem dono, sem tutor, e sem reguladores da fé. Isso, todavia, só será real e genuíno se Jesus for tudo, e o espírito do Evangelho da Graça se tornar a única Lei da Vida.

Caio Fábio